Interoperabilidade e avaliação
Integração concebida para a realidade hospitalar.
A interoperabilidade não se resolve acrescentando a expressão “API-ready”. Cada instituição tem sistemas, perfis, terminologias, fluxos e responsabilidades diferentes.
A integração do SICC será definida com as equipas técnica, clínica, de proteção de dados e de segurança de cada instituição.
Direção de interoperabilidade
Standards no roteiro de desenvolvimento.
Mensagens HL7 v2, quando disponibilizadas pela instituição
Recursos e perfis FHIR R4/R4B
Importação e exportação através de APIs acordadas
Identidade federada e controlo de acessos
Exportação de eventos de auditoria
Mapeamento para catálogos clínicos nacionais oficialmente identificados
A disponibilidade e o âmbito serão validados projeto a projeto. A referência a estes standards não representa certificação de conformidade nem uma integração atualmente instalada.
Fluxo e fronteira dos dados
Mapear antes de integrar.
Antes de ligar qualquer fonte clínica, são documentados os campos, identificadores, endpoints, sentido do fluxo, armazenamento, acessos, logs, conservação e eliminação.
A arquitetura de avaliação é definida por instituição: instância local dedicada ou ambiente cloud dedicado na UE/EEE. Os identificadores diretos e a informação de reidentificação permanecem dentro do perímetro institucional acordado.
Sempre que possível, são privilegiados dados sintéticos ou irreversivelmente anonimizados. Quando sejam necessários dados pseudonimizados, estes continuam a ser tratados como dados pessoais sujeitos ao RGPD.
Parceiros de avaliação
Procuramos parceiros para uma avaliação controlada.
A VGSI convida hospitais, equipas de codificação, unidades de saúde digital e grupos académicos a estudar o potencial da IA governada na codificação clínica. O percurso proposto inclui:
Definir a pergunta e o fluxo a avaliar
Estabelecer a linha de base sem presumir ganhos
Concluir os gates de proteção de dados, segurança, ética e regulação
Privilegiar dados sintéticos ou anonimizados; quando sejam necessários dados pseudonimizados, tratá-los integralmente como dados pessoais
Comparar com revisão especializada
Documentar resultados, erros, limitações e decisões de continuidade
Uma avaliação não será apresentada como testemunho comercial nem como validação clínica.
Interoperabilidade e avaliação